A União Astronômica Mundial, em cooperação com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), proclamou 2009 como o Ano Internacional da Astronomia. O lema O Universo para você descobrir é um estímulo ao interesse pela Astronomia e sua relação com lugares tombados como Patrimônio Cultural da Humanidade.
Aberto oficialmente no dia 15 de janeiro, em Paris (França), o calendário de eventos culturais e científicos do ano expande-se por 135 países e promete aproximar a Terra e o céu, não só com modernas tecnologias de estudos espaciais, mas também pelo resgate do hábito de levantar o olhar até as estrelas e imaginar, como os antigos astrônomos incas, que cada ser terrestre tem sua luz no céu.
Atlantis inicia missão de manutenção do telescópio Hubble
A nave Atlantis, com sete astronautas a bordo, partiu nesta segunda-feira do Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA), para uma missão de 11 dias de consertos, manutenção e melhoramento das capacidades do telescópio orbital Hubble.
A nave foi lançada às 15h01 (de Brasília), e se aproximará do Hubble, que está a mais de 600 quilômetros da Terra, nesta quarta-feira, em uma missão que inclui cinco jornadas de trabalho dos astronautas fora do ônibus espacial. A da Atlantis é comandada pelo capitão aposentado da Marinha de Guerra dos Estados Unidos Scott Altman, que já soma três missões na nave.
Ele é acompanhado do piloto Gregory Johnson e dos especialistas Michael Good, John Grunsfeld, Andrew Feustel, Megan McArthur e Mike Massimino.
O Hubble, colocado em órbita em 1990 durante uma viagem da nave Discovery, já completou mais de 97 mil órbitas em torno da Terra, e transmitiu imagens únicas do universo antes invisíveis aos telescópios terrestres.
A grande contribuição dos matemáticos maias foi a criação do número zero, um conceito abstrato que permaneceu ausente durante séculos em outras culturas.
O zero era representado com uma concha marinha. Eles usavam ainda pontos ou círculos de um a quatro e riscos que valiam cinco até contar dezenove. Seu sistema numérico era vigesimal, e não decimal como o atual. Os cientistas se perguntam se eles usavam os dedos das mãos e dos pés para contar. As técnicas de observação celeste a vista nua praticada pelos sacerdotes maias são estudadas pelos cientistas atuais.
Os maias se apoiavam em um sistema de referências naturais que descrevia as posições do Sol, Lua, Marte e registrava os eclipses.
Eles seguiam minuciosamente os movimentos de Vênus, que consideravam de grande importância na determinação de guerras e sacrifícios.
Durante o pôr-do-sol dos equinócios de primavera e outono, a "serpente de luz" sobe ao Castelo de Chichén Itzá pela escada da pirâmide.
As especulações sobre a natureza do Universo devem remontar aos tempos pré-históricos, por isso a astronomia é frequentemente considerada a mais antiga das ciências. Desde a antiguidade, o céu vem sendo usado como mapa, calendário e relógio. Os registros astronômicos mais antigos datam de aproximadamente 3000 a.C. e se devem aos chineses, babilônios, assírios e egípcios. Naquela época, os astros eram estudados com objetivos práticos, como medir a passagem do tempo (fazer calendários) para prever a melhor época para o plantio e a colheita, ou com objetivos mais relacionados à astrologia, como fazer previsões do futuro, já que, não tendo qualquer conhecimento das leis da natureza (física), acreditavam que os deuses do céu tinham o poder da colheita, da chuva e mesmo da vida.
Vários séculos antes de Cristo, os chineses sabiam a duração do ano e usavam um calendário de 365 dias. Deixaram registros de anotações precisas de cometas, meteoros e meteoritos desde 700 a.C. Mais tarde, também observaram as estrelas que agora chamamos de novas.
Os babilônios, assírios e egípcios também sabiam a duração do ano desde épocas pré-cristãs. Em outras partes do mundo, evidências de conhecimentos astronômicos muito antigos foram deixadas na forma de monumentos, como o de Newgrange, construído em 3200 a.C. (no solstício de inverno o sol ilumina o corredor e a câmara central) e Stonehenge, na Inglaterra, que data de 3000 a 1500 a.C.
Categoria: Vídeos Escrito por Mauro Luís às 12h37 AM
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Fantástico
Muito Legal! Na foto abaixo temos o trânsito* da Estação Espacial Internacional (ISS), registrada por Tierry Legault. O ponto à direita é o ônibus espacial Atlântis que, na ocasião, encontrava-se em missão na ISS.
*Trânsito: Passagem de um corpo celeste em frente do disco de outro maior. Neste caso, da ISS pelo Sol.